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Caso Sarah Júlia: defesa busca enquadrar ataque como tentativa de feminicídio no TJMA

Sustentação oral está prevista para quinta-feira (29), às 9h, após divergência sobre a classificação do crime; vítima e advogado pedem mobilização por justiça.

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Foto: reprodução
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A defesa da enfermeira Sarah Júlia Melo, de 29 anos, busca a reclassificação do crime cometido contra ela para tentativa de feminicídio. O caso será levado ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) nesta quinta-feira (29), às 9h, durante uma sustentação oral anunciada pelo advogado Duarte Júnior.

Sarah foi vítima de um ataque com golpes de faca na Cidade Operária, em São Luís. Segundo o relato divulgado sobre o caso, os ferimentos atingiram principalmente o rosto, os olhos e a região da garganta. O principal suspeito é o ex-marido da enfermeira, Rômulo Sousa Coimbra, que foi preso após se entregar à polícia.

A classificação inicial do caso como lesão corporal pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) provocou questionamentos da vítima, da defesa e de pessoas que acompanham o episódio nas redes sociais. A defesa considera que a gravidade das agressões exige o enquadramento como tentativa de feminicídio.

Vítima pede justiça

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Sarah relatou a luta para sobreviver ao ataque e contestou o tratamento jurídico dado ao caso.

“Eu não quero vingança. Quero justiça!”, declarou a enfermeira, ao pedir que a violência sofrida não seja tratada de maneira branda.

O advogado Duarte Júnior também se manifestou publicamente contra a classificação inicial. Ele argumenta que o enquadramento jurídico influencia diretamente as consequências penais e defende que as circunstâncias do ataque sejam consideradas na análise do caso.

Defesa busca mobilização no Maranhão

Além da atuação no Tribunal de Justiça, a defesa tem incentivado a mobilização nas redes sociais para ampliar a visibilidade do caso e pressionar pela revisão do enquadramento criminal.

A sustentação oral prevista para quinta-feira (29) é apontada como uma etapa da iniciativa para buscar a reclassificação do crime. A defesa também afirma que uma resposta judicial adequada é importante para responsabilizar o agressor e prevenir novos episódios de violência contra mulheres.

A divergência sobre a tipificação coloca em evidência a discussão sobre a gravidade das agressões e o enquadramento jurídico aplicável. A definição depende da análise das circunstâncias do caso e das decisões das autoridades competentes.

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