O comércio varejista do Maranhão deve abrir aproximadamente 1.088 vagas formais entre outubro e dezembro de 2026, segundo projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), divulgada nesta quinta-feira (29). Do total estimado, 888 postos de trabalho devem ser gerados em São Luís, impulsionados pela demanda de fim de ano.
A expectativa de novas contratações ocorre após o setor acumular saldo negativo de 386 empregos formais no Maranhão e de 1.210 na capital entre janeiro e agosto deste ano, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Comércio acumula perdas de empregos em 2026
No quarto trimestre de 2025, o comércio varejista registrou saldo positivo de 1.066 vagas formais no Maranhão, das quais 870 foram abertas em São Luís.
O cenário mudou no início deste ano. Entre janeiro e março de 2026, o setor eliminou 2.282 postos de trabalho no estado e 1.155 na capital. Considerando os resultados do quarto trimestre de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, o saldo ficou negativo em 1.216 empregos no Maranhão e em 285 em São Luís.
A projeção de novas contratações para o fim deste ano considera o aumento da demanda típico do período, quando o comércio costuma reforçar as equipes para atender ao movimento de consumidores.
Confiança dos empresários cresce, mas investimentos recuam
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís alcançou 113,6 pontos em outubro, uma alta de 3,7% em relação aos 109,5 pontos registrados no mesmo mês de 2025.
O subíndice de contratações também avançou, passando de 131 para 133,7 pontos, crescimento de 2,1%. Segundo a pesquisa, 61,3% dos empresários entrevistados indicaram intenção de aumentar discretamente o número de funcionários.
Apesar da perspectiva de crescimento nas vendas sazonais, a avaliação dos comerciantes sobre a economia brasileira permanece negativa. De acordo com o levantamento, 69,9% dos entrevistados consideram que a economia piorou, enquanto 55,5% avaliam que as condições do comércio se deterioraram.
O indicador de condições atuais chegou a 84,8 pontos, permanecendo abaixo dos 100 pontos, referência que representa o nível de satisfação. Já o indicador de investimentos caiu 2%, passando de 99,3 para 97,3 pontos. Entre os entrevistados, 50,2% relataram redução nos aportes financeiros.
Contratações devem ocorrer com cautela

Para o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o principal desafio das empresas no último trimestre será atender ao aumento das vendas sem comprometer o equilíbrio financeiro dos negócios.
“O grande desafio do comércio no fim de ano é atender ao aumento das vendas mantendo o equilíbrio financeiro. O empresário precisa reforçar a equipe com cautela, gerenciando custos operacionais, incertezas do mercado e as discussões sobre a adoção da escala 5×2. A contratação temporária ajudará a mitigar as perdas do ano, mas a expansão sustentável do emprego exige cautela”, avalia.
A expectativa da Fecomércio-MA é que as contratações do último trimestre contribuam para compensar parte das perdas registradas ao longo de 2026. Apesar da previsão de novas oportunidades, o comportamento do mercado de trabalho dependerá do desempenho das vendas e das condições financeiras dos empresários nos próximos meses.














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