O dia 4 de setembro marca uma etapa importante no calendário de preparação das Eleições 2026. Nesta sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, realiza a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, procedimento que formaliza as versões dos programas que serão utilizadas durante a votação e a apuração dos resultados.
A etapa começou em 31 de agosto, com os trabalhos de preparação dos sistemas. Entre 1º e 3 de setembro, equipes técnicas do TSE realizaram a compilação dos programas, reunindo os códigos e componentes que formam as versões definitivas dos softwares eleitorais.
Uma espécie de “impressão digital” dos programas
Na cerimônia desta sexta-feira, os sistemas compilados recebem assinaturas digitais das autoridades do TSE e de representantes das entidades fiscalizadoras que acompanham o processo.
A assinatura digital produz códigos matemáticos chamados hashes. Na prática, eles funcionam como uma espécie de impressão digital dos programas. A comparação desses códigos permite verificar posteriormente se o software utilizado nas urnas corresponde exatamente à versão que foi analisada e validada, sem alterações.
Depois da assinatura, os sistemas são submetidos à lacração física e digital e ficam armazenados na sala-cofre do TSE. O conteúdo guardado servirá como referência para as etapas seguintes de preparação das urnas eletrônicas.
O que acontece depois da lacração?
A partir do material oficial armazenado pelo TSE, cópias dos programas serão encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Os tribunais estaduais darão continuidade aos procedimentos necessários para a preparação das urnas que serão utilizadas nas seções eleitorais.
Entre os sistemas envolvidos estão os responsáveis pelo funcionamento da urna eletrônica e pelo registro dos votos, pela emissão e transmissão dos Boletins de Urna e pela recepção, organização e totalização dos resultados.
Também fazem parte do conjunto programas relacionados à segurança, criptografia e aos mecanismos utilizados para verificar a integridade dos sistemas eleitorais.
Entidades fiscalizadoras acompanham o processo
A assinatura e a lacração não são realizadas de forma isolada pelo TSE. O procedimento pode ser acompanhado por entidades fiscalizadoras autorizadas, entre elas partidos políticos, Forças Armadas, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O acompanhamento faz parte das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para ampliar a transparência e permitir que instituições externas participem das diferentes fases de verificação dos sistemas.
Após a cerimônia, os resumos digitais gerados a partir dos programas também são disponibilizados para consulta. Com isso, os códigos podem ser utilizados posteriormente para conferir a integridade dos softwares que estarão presentes nas urnas durante as eleições.
O dia 4 de setembro, portanto, representa mais do que uma formalidade no calendário eleitoral: é o momento em que os sistemas que estarão por trás da votação eletrônica entram em uma nova fase de proteção e controle, preparando o caminho para as demais etapas até o dia da eleição.














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