O município de Água Doce do Maranhão está em choque após a morte de uma jovem identificada como Bruna Loiola, no povoado Cana Brava. O sepultamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, com a presença de familiares e amigos. O pai e o irmão da vítima viajaram do Mato Grosso para participar da despedida.
O crime aconteceu na tarde da última segunda-feira, por volta das 14h30. Bruna, que estudava em uma escola estadual de tempo integral, pediu autorização para sair antes do fim das aulas porque tinha horário marcado em um salão de beleza, a duas ruas da unidade de ensino.
Durante o trajeto, a jovem encontrou um adolescente de 17 anos que estava com problemas em uma motocicleta. Segundo os relatos preliminares, o rapaz atacou Bruna utilizando inicialmente uma balestra e, em seguida, uma faca. A vítima foi socorrida por familiares e levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Adolescente foi apreendido
O suspeito foi localizado e apreendido ainda na segunda-feira. Durante a ação, foram encontrados com ele uma faca, uma balestra com dardos, uma granada artesanal e garrafas de coquetel molotov.
De acordo com as informações apresentadas na investigação, o adolescente teria afirmado que confeccionou o artefato explosivo e que pretendia realizar um ataque contra a escola onde estudava.
O jovem teria sido expulso da instituição no ano anterior após conflitos com outros alunos. Neste ano, segundo os relatos, havia retornado à escola no período noturno a pedido da mãe, que trabalha no local.
Polícia apura possível ataque contra escola
A Polícia Civil investiga se a morte de Bruna ocorreu de forma aleatória ou se o adolescente tinha como alvo inicial a unidade escolar. Entre as linhas de investigação estão possíveis influências do ambiente virtual, relatos relacionados à atração por símbolos extremistas e eventuais desafios associados a jogos online.
Durante o interrogatório com o delegado responsável pelo caso, o adolescente permaneceu em silêncio. Ele passa por audiência no Ministério Público e deverá ser encaminhado para uma unidade socioeducativa em São Luís. A Polícia Civil deve continuar ouvindo testemunhas e professores nos próximos dias para esclarecer as circunstâncias do ataque e a possível motivação do adolescente.


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