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Setor de bares e restaurantes do Maranhão registra alta nas vendas, mas custos ainda pressionam empresários

Pesquisa da Abrasel-MA mostra que 44% dos estabelecimentos tiveram lucro em julho; setor tenta equilibrar aumento das despesas e preços para manter consumidores.

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Foto: divulgação internet
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O período de férias ajudou a movimentar bares e restaurantes no Maranhão durante o mês de julho. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Maranhão (Abrasel-MA) aponta que 44% dos estabelecimentos encerraram o mês com lucro, enquanto 40% ficaram em situação de equilíbrio e 16% registraram prejuízo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 26 de agosto e também identificou crescimento no faturamento. Para 43% dos empresários, as vendas aumentaram em relação a junho. Outros 35% mantiveram o faturamento estável, enquanto 22% relataram queda.

O movimento positivo, no entanto, ocorre em um cenário de pressão sobre os custos. Para evitar afastar os consumidores, parte dos empresários tem segurado os preços dos produtos e serviços oferecidos nos estabelecimentos.

Reajustes abaixo da inflação

Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, 21% dos bares e restaurantes do Maranhão não fizeram qualquer reajuste nos cardápios. Entre os 79% que aumentaram os preços, os reajustes ficaram no limite ou abaixo da inflação acumulada no período.

De acordo com a presidente da Abrasel no Maranhão, Camila Di Minda, o desempenho de julho mostra uma reação positiva do setor, mas ainda há dificuldades para transformar o aumento do movimento em maior margem financeira.

“O resultado de julho traz um sinal positivo para o nosso setor, com 44% das empresas registrando lucro e 43% apresentando crescimento no faturamento. Mas a dificuldade de repassar custos continua pressionando os negócios”, afirmou.

Segundo ela, o cenário exige dos empresários maior controle das despesas e eficiência na operação para garantir a sustentabilidade dos estabelecimentos.

Endividamento ainda preocupa

Apesar do resultado de julho, o endividamento continua entre os principais desafios do setor. Quatro em cada dez empresas de alimentação fora do lar no Maranhão têm algum pagamento em atraso.

Entre os empresários endividados, os débitos mais citados estão relacionados a impostos federais, apontados por 61%, e a pagamentos de fornecedores de alimentos e bebidas, mencionados por 32%.

Com a chegada do segundo semestre, o setor aposta no calendário de eventos, datas comemorativas e nas festas de fim de ano para manter o movimento e melhorar os resultados financeiros. A expectativa é que o maior fluxo de consumidores ajude bares e restaurantes da capital e do interior a encerrar 2026 com resultados positivos.

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