Ricardo Pereira da Silva, conhecido como Ricardo Barbalho, foi condenado a 18 anos e 11 meses de prisão pela participação na morte do médico Bruno Calaça Barbosa. O julgamento ocorreu na quinta-feira (24), no Fórum de Justiça de Imperatriz, e durou aproximadamente 15 horas. Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 10 mil à família de Bruno Calaça. Ricardo respondeu ao processo por sua participação no episódio que terminou com a morte do médico, em julho de 2021.
A sessão começou com atraso e Ricardo inicialmente não estava no Fórum. A defesa chegou a pedir o adiamento do julgamento alegando a ausência de duas testemunhas, mas o pedido não impediu a realização do Tribunal do Júri. Durante a sessão, foram ouvidas mais de cinco testemunhas de acusação, além de familiares de Bruno. A defesa sustentou que Ricardo não teria participação na morte do médico. Na análise do caso, porém, foi considerada a presença de Ricardo no local do crime e a proximidade dele com Adonias Sadda, ex-policial militar que já foi condenado pelo assassinato de Bruno.
Réu era considerado foragido
Ricardo já havia ficado preso por 45 dias durante o andamento do processo, mas conseguiu responder em liberdade após a concessão de um habeas corpus. Há cerca de dois meses, um novo mandado de prisão foi expedido contra ele. A partir de então, Ricardo passou a ser considerado foragido da Justiça. A prisão foi cumprida quando ele compareceu ao Fórum de Justiça de Imperatriz para participar do próprio julgamento. Dessa forma, além da condenação definida pelo Tribunal do Júri, Ricardo passou a cumprir a ordem de prisão que estava em aberto.
Morte de Bruno Calaça
Bruno Calaça Barbosa foi morto com um tiro no peito na madrugada de 26 de julho de 2021, após uma festa em uma boate localizada na Avenida Beira Rio, em Imperatriz. O caso teve grande repercussão e já havia resultado na condenação de outro envolvido. O ex-policial militar Adonias Sadda foi condenado pelo Tribunal do Júri a 23 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato do médico. Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Maranhão no processo, o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a nova decisão, Ricardo Barbalho foi condenado a 18 anos e 11 meses de prisão pela participação no processo que apura a morte de Bruno Calaça. O caso também envolve o empresário Waldex Cardoso, que responde por favorecimento pessoal, segundo a acusação.


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