A Operação Rolezinho terminou com 51 motocicletas apreendidas em São Luís neste sábado (22). A ação foi realizada em dois pontos da cidade, na Avenida Vitorino Freire e na região do Vinhais, como parte da força-tarefa para combater irregularidades no trânsito, poluição sonora e possíveis práticas criminosas relacionadas aos chamados “rolezinhos”.
Entre as motocicletas apreendidas, uma possuía registro de roubo. O condutor que estava com o veículo foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos junto à Polícia Civil. Além das motocicletas, um veículo também foi apreendido durante a operação.
A fiscalização identificou diferentes irregularidades, principalmente motocicletas sem placa de identificação e com descargas adulteradas, conhecidas como “cadron”. O equipamento provoca ruído excessivo e pode gerar autuações por infrações de trânsito, além de consequências relacionadas à poluição sonora e à perturbação do sossego público.
A ação reuniu equipes do Ministério Público do Maranhão, Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Criminalística (ICRIM) e Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Os veículos e condutores abordados passam por uma triagem, na qual são verificadas a documentação, as condições das motocicletas e a existência de registros criminais.
Mais de 1,6 mil motocicletas apreendidas
A operação deste sábado faz parte de uma ofensiva que ocorre desde 2021. Segundo dados apresentados pelo promotor de Justiça Cláudio Guimarães, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de São Luís, 1.670 motocicletas já foram apreendidas desde o início da Operação Rolezinho.
Na última ação, realizada na madrugada de terça-feira (18), 108 motocicletas foram apreendidas. Na ocasião, grupos que estavam sendo monitorados saíram do bairro São Cristóvão em direção à Avenida Litorânea e foram interceptados na região do Elevado da Cohab.
Segundo o Ministério Público, os chamados passeios clandestinos costumam ocorrer durante a madrugada e podem reunir centenas de motociclistas. Além do excesso de ruído provocado por escapamentos adulterados, as autoridades investigam a possível relação de participantes ou veículos utilizados nesses grupos com a prática de crimes.
Ministério Público anuncia novas medidas
O promotor Cláudio Guimarães afirmou que as ações contra os grupos serão intensificadas. Segundo ele, pedidos de prisão preventiva contra líderes desses grupos serão apresentados na segunda-feira (24).
A estratégia adotada pelas forças de segurança envolve a abordagem dos motociclistas e a condução dos veículos para pontos de triagem. A partir das verificações, são adotadas medidas administrativas e criminais conforme cada situação.
Nos casos de motocicletas com registro de roubo ou furto, os veículos são encaminhados à Polícia Civil para investigação e posterior devolução aos proprietários, quando possível.
Proprietários podem responder a procedimentos
Após as apreensões, os proprietários das motocicletas podem responder a inquéritos policiais. Os procedimentos são encaminhados posteriormente ao Ministério Público.
Quando preenchidos os requisitos legais, os proprietários podem ser chamados para avaliar a possibilidade de celebração de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), mediante o cumprimento das condições previstas na legislação.
As autoridades reforçam a orientação para que motociclistas mantenham os veículos regularizados, com placas de identificação e equipamentos dentro das normas. Alterações como escapamentos adulterados podem resultar em multas, apreensão do veículo e, dependendo da situação, responsabilização criminal.


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