A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os dois terminaram nas primeiras posições no primeiro turno realizado neste domingo (4), deixando para 25 de outubro a definição de quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Com a apuração avançando, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula. A diferença entre os dois, porém, não foi suficiente para definir a eleição nesta primeira etapa. Nenhum dos candidatos alcançou mais de 50% dos votos válidos.
A partir de agora, a disputa começa uma nova fase. Os votos recebidos pelos demais candidatos deixam de estar em jogo para a Presidência, mas o eleitorado que escolheu essas candidaturas passa a ser o principal foco das duas campanhas.
Uma disputa que se concentra em dois nomes
Lula chega ao segundo turno como atual presidente da República. O petista voltou ao Palácio do Planalto em 2023, depois de ter governado o país entre 2003 e 2010.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, é senador pelo Rio de Janeiro e chega pela primeira vez ao segundo turno de uma eleição presidencial. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele representa o PL na disputa.
A eleição colocou os dois candidatos à frente dos demais concorrentes, entre eles Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
O que muda a partir de agora
Com a definição do segundo turno, a campanha presidencial entra em uma nova etapa. Lula e Flávio Bolsonaro terão mais três semanas para buscar votos e ampliar suas alianças antes da nova votação. O segundo turno está marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
A Justiça Eleitoral prevê que o segundo turno para presidente e governador ocorra quando nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
Estados passam a ter papel importante
A disputa presidencial também entra em uma nova fase nos estados. Os resultados para governador e Senado definidos neste domingo podem influenciar alianças e palanques para a segunda etapa da eleição presidencial.
No Maranhão, por exemplo, Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador, enquanto André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) conquistaram as duas vagas para o Senado que estavam em disputa. A partir de agora, os dois candidatos à Presidência precisam ampliar suas alianças estaduais e buscar apoio entre os partidos e lideranças que ficaram fora da disputa nacional.
Segundo turno será em 25 de outubro
A votação decisiva ocorrerá daqui a três semanas. Até lá, as campanhas poderão apresentar novas propostas, realizar debates e buscar o apoio dos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.
O resultado final será conhecido após a apuração dos votos do segundo turno, quando o eleitor brasileiro voltará às urnas para escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro.


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