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Operação Hidra prende 15 e captura chefe do Comando Vermelho no Maranhão no Rio

Ação prendeu 15 pessoas em quatro estados e identificou esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico, extorsões e domínio territorial.

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Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão
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A Polícia Civil do Maranhão e o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) deflagraram, nesta quinta-feira (13), a Operação Hidra, que investiga a estrutura operacional, financeira e logística do Comando Vermelho no estado. Ao todo, são cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão no Maranhão, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará. Até o momento, 15 pessoas foram presas.

Entre os presos está David Oliveira Sodré, apontado pela investigação como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Maranhão. Ele foi localizado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde, segundo a polícia, estava escondido desde 2024. Mesmo fora do Maranhão, ele continuaria dando ordens relacionadas ao tráfico de drogas em pelo menos seis municípios maranhenses. Com o suspeito, foram apreendidos uma pistola de uso restrito, munições, carregadores, um veículo de luxo e anotações relacionadas ao tráfico.

Também foram presos no Rio de Janeiro Jadiely Marques de Araújo, companheira de David e apontada como responsável pela movimentação financeira da organização, e Luan Cardoso da Silva, que teria ligação com o casal e com a facção. No Maranhão, oito pessoas foram presas em Chapadinha, Coroatá, Santa Quitéria, Brejo e Coelho Neto. Outras duas mulheres foram detidas em Nova Mutum, no Mato Grosso, e dois homens apontados como operadores financeiros foram presos no Pará.

As investigações apontam que a organização movimentou aproximadamente R$ 8 milhões e utilizava empresas e mecanismos financeiros para ocultar recursos de origem criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 17,2 milhões em bens e valores dos investigados, além do sequestro de dez veículos. Em Coelho Neto, um provedor de internet foi interditado por suspeita de ter sido criado por integrantes da facção para inserir no sistema financeiro valores obtidos ilegalmente.

A investigação começou em setembro de 2025, após um ataque contra um provedor de internet em Brejo. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido ordenado após o proprietário da empresa se recusar a pagar uma cobrança conhecida como “caixinha”, exigida pela facção. A partir da apuração, os investigadores identificaram núcleos responsáveis por liderança, execução de ordens, disciplina, tráfico e movimentação financeira. Os suspeitos são investigados por organização criminosa armada, tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro, violência e domínio territorial. As diligências continuam para localizar outros envolvidos e aprofundar a investigação sobre a atuação da facção.

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