A empresa sul-coreana InnoSpace identificou divergências no funcionamento do sistema responsável pelo controle das aletas do foguete suborbital SEBIT durante o voo de teste realizado em agosto, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
O lançamento ocorreu em 19 de agosto, mas a missão foi interrompida cerca de 35 segundos após a decolagem, depois que o foguete apresentou um desvio em relação à trajetória prevista.
Segundo a empresa, a análise dos dados de telemetria revelou diferenças entre o comportamento esperado em projeto e a resposta das quatro aletas instaladas na parte inferior do veículo, principalmente durante a fase de baixa velocidade.
As aletas são estruturas utilizadas para auxiliar no controle da direção e da posição do foguete durante o voo. A partir dos dados coletados na missão, a InnoSpace informou que pretende realizar ajustes no algoritmo responsável pelo comando desses componentes.
Investigação continua
A conclusão integra uma análise interna realizada pela companhia e encaminhada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que continua investigando o ocorrido em conjunto com a empresa.
A InnoSpace não afirmou que a divergência identificada no sistema das aletas tenha sido a única causa do desvio de trajetória. A companhia informou que os resultados da análise serão utilizados também para revisar procedimentos de projeto e de testes antes de uma nova missão.
O fundador e CEO da InnoSpace, Soojong Kim, afirmou que a empresa trabalha com a previsão de realizar um novo voo de verificação do SEBIT em novembro.
HANBIT-Nano fica para 2027
O cronograma do programa espacial também sofreu alteração. O próximo lançamento do HANBIT-Nano, que estava previsto inicialmente para novembro deste ano, deverá ser realizado no primeiro semestre de 2027.
A nova data ainda depende das discussões entre a InnoSpace, a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA) e a Força Aérea Brasileira (FAB).
De acordo com a empresa sul-coreana, a definição do cronograma levará em consideração o andamento da investigação, a implementação das melhorias técnicas, as verificações no foguete e as condições operacionais do Centro de Lançamento de Alcântara.


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