Brasil e Estados Unidos retomam nesta segunda-feira (31) uma negociação que pode ter reflexos diretos sobre setores importantes da economia maranhense. A reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, marca a reabertura do diálogo entre os dois países depois da imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. As sobretaxas podem chegar a 37,5% para determinados itens.
No Maranhão, o impacto pode atingir empresas exportadoras, transporte, logística e operações portuárias, especialmente por causa da importância do comércio exterior para a economia estadual. A celulose, um dos principais produtos exportados pelo Maranhão, está entre os itens preservados de determinadas sobretaxas, mas o cenário internacional ainda gera preocupação.
O Porto do Itaqui também pode sentir os efeitos caso haja redução no fluxo de exportações para os Estados Unidos, com possíveis reflexos sobre transportadoras, operadores e prestadores de serviços.
Na reunião virtual, o governo brasileiro pretende ampliar a lista de produtos isentos e negociar a redução das tarifas. O Brasil também sinalizará que pode recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica em resposta às medidas americanas.
O principal temor do governo é que parte das tarifas se torne permanente, aumentando a pressão sobre exportadores brasileiros. Para o Maranhão, uma escalada da disputa pode afetar exportações, empregos, investimentos, logística e arrecadação, além de exigir a busca por novos mercados.














Deixe um comentário