A administradora Priscilla Drielle teve o carro roubado no sábado (19) e recuperado pela Polícia Militar na segunda-feira (21), mas descobriu no dia seguinte que o veículo havia desaparecido novamente. Desta vez, o automóvel estava dentro do pátio do Plantão Central das Cajazeiras, no Centro de São Luís, para onde havia sido encaminhado após a recuperação.
O primeiro assalto aconteceu no dia 19, quando dois homens armados abordaram Priscilla e levaram o carro, o celular e outros objetos pessoais. Após registrar a ocorrência, ela aguardou as buscas realizadas pelas forças de segurança. Na segunda-feira, a Polícia Militar localizou o veículo e comunicou a família.
O marido de Priscilla foi até o local indicado pelos policiais, reconheceu o automóvel e levou a chave reserva. O carro foi então encaminhado, acompanhado pela PM, ao Plantão Central das Cajazeiras para os procedimentos necessários. O veículo estava com placas falsas e, segundo a proprietária, a placa original foi encontrada dentro do porta-malas.
“Meu esposo foi até o local indicado pela polícia, confirmou que era o nosso carro e trouxe o veículo acompanhado da PM. Quando chegamos à delegacia, fomos informados de que ele só seria entregue depois dos procedimentos necessários”, disse Priscilla.
Segundo a administradora, ela foi orientada a retornar na manhã seguinte para concluir a retirada do veículo. Na terça-feira (22), porém, ao chegar à unidade policial, recebeu a informação de que o carro não estava mais no local.
“Quando cheguei para resolver a situação, fui informada de que o carro tinha sido furtado novamente. Ele estava dentro de uma unidade policial, sob responsabilidade da Polícia Civil”, afirmou.
Apuração do caso
A Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos iniciou uma investigação para esclarecer como o automóvel saiu do pátio da unidade policial. De acordo com os levantamentos iniciais informados pela Polícia Civil, o veículo pode ter sido retirado utilizando a chave original.
Equipes policiais realizam diligências para tentar localizar o carro e identificar os responsáveis pelo segundo furto. A proprietária estima que os prejuízos relacionados ao caso já ultrapassem R$ 100 mil.
“Primeiro eu procurei a polícia porque fui vítima de um assalto. Depois, aconteceu novamente quando o carro já estava dentro de uma delegacia”, declarou.
Além do prejuízo financeiro, o desaparecimento do veículo afetou a rotina da família. Priscilla é mãe de uma criança com paralisia cerebral grave e afirma que utiliza o carro para transportar o filho, que também depende de uma cadeira de postura para locomoção e segurança. Com o veículo desaparecido, a família relata dificuldades para manter a rotina de terapias.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias do desaparecimento do veículo dentro da unidade policial e eventuais responsabilidades.


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