O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (13) a retirada do sigilo da investigação que apura um suposto esquema de desvio de verbas públicas envolvendo a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, mais de 5 mil documentos que faziam parte da investigação tiveram o sigilo derrubado. A decisão também determinou que o inquérito, que tramitava na Polícia Civil de São Paulo, seja centralizado no STF.
A investigação envolve o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse.
A decisão foi tomada no âmbito da Petição (PET) nº 16.669/DF. Dino determinou o levantamento do sigilo dos autos e dos atos investigativos que já estão documentados.
Ao justificar a medida, o ministro destacou a necessidade de garantir transparência na investigação e evitar vazamentos seletivos de informações.
Operação foi deflagrada na quinta-feira
A Polícia Federal deflagrou, na última quinta-feira (10), a Operação Make Up, que teve como alvos Mario Frias e Karina da Gama.
Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF.
A investigação apura suspeitas relacionadas ao uso de recursos públicos e à participação de verbas parlamentares na produção do filme.
Com a decisão deste domingo, o conteúdo dos documentos que já foram formalmente incorporados à investigação passa a não estar mais sob sigilo, conforme determinado pelo ministro Flávio Dino.


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