Representantes do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão se reuniram nesta quarta-feira (23) com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) e o comando da Polícia Militar para discutir medidas de combate à criminalidade e reforço da segurança no transporte coletivo da Grande Ilha de São Luís.
O encontro teve a participação do presidente do sindicato, Marcelo Brito, diretores da entidade, da secretária de Segurança Pública, Cel. Augusta Andrade, e do comandante da Polícia Militar do Maranhão. A categoria relatou episódios de insegurança enfrentados por motoristas, cobradores e demais trabalhadores durante o exercício da profissão, principalmente no período noturno.
Um dos casos citados ocorreu no fim da tarde de terça-feira (22), no bairro Nova Terra. Após a prisão de um homem, moradores teriam se revoltado e avançado contra as equipes policiais. Segundo o sindicato, houve tentativa de depredação de uma viatura, queima de pneus e uma tentativa de incendiar um ônibus. O veículo teve uma janela quebrada e outros danos.
Sindicato pede ações de segurança
Durante a reunião, Marcelo Brito cobrou o aumento do policiamento e a adoção de medidas consideradas efetivas para combater os crimes e identificar os envolvidos nas ocorrências. Segundo o sindicato, parte dos trabalhadores está receosa de circular por determinadas áreas e horários.
A entidade afirma que alguns profissionais já demonstram resistência em trabalhar durante a noite diante da sensação de insegurança. O sindicato também citou um episódio recente em que um rodoviário teria sido obrigado a deixar um ônibus para evitar se tornar vítima de uma ocorrência.
Segundo Marcelo Brito, a Polícia Militar apresentou durante o encontro a informação de que os índices de criminalidade e de assaltos a ônibus teriam apresentado redução na Região Metropolitana de São Luís. O presidente do sindicato, porém, afirmou que a percepção dos trabalhadores e usuários do transporte ainda é de insegurança.
“A realidade não nos mostra o total controle da criminalidade, tanto é, que um companheiro foi obrigado a sair do coletivo, para não se tornar mais uma vítima”, afirmou Marcelo Brito.
Apesar das preocupações apresentadas, o sindicato informou que não fará, por enquanto, o recolhimento dos ônibus. A categoria disse que dará um novo voto de confiança às forças de segurança e espera que as ações policiais sejam reforçadas na Grande Ilha.


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