O homem apontado como principal suspeito da morte de uma mulher em um condomínio de São José de Ribamar se apresentou à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (6), em São Luís. Ele compareceu à Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), na região da Beira-Mar, acompanhado de advogados, e foi encaminhado para exame de corpo de delito. Segundo a defesa, o investigado permanece à disposição da autoridade policial.

Segundo a defesa, a apresentação foi providenciada pela própria família do investigado, que decidiu levá-lo à unidade policial após tomar conhecimento do caso. A defesa afirma que ele está disposto a colaborar com o esclarecimento dos fatos.
O crime aconteceu no último sábado (3), em um condomínio localizado na Estrada de Ribamar. A vítima foi encontrada morta dentro do banheiro de um imóvel, com marcas de facadas. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso.
De acordo com informações iniciais da Polícia Militar, o 22º Batalhão de Polícia Militar (22º BPM) foi acionado depois que a mulher passou um período sem dar notícias. Quando chegaram ao condomínio, os policiais encontraram a vítima já sem vida. Nenhuma outra pessoa estava no imóvel naquele momento.
Ainda conforme as informações repassadas à polícia, a mulher teria ido ao condomínio para cobrar o aluguel de um casal. Vizinhos relataram que os moradores do imóvel eram vistos com pouca frequência no local.
Defesa relata possível transtorno mental
De acordo com a defesa, teria ocorrido uma situação dentro do apartamento que o investigado afirma não conseguir recordar com clareza. A versão apresentada é de que a proprietária teria ido ao imóvel para receber o aluguel e, durante a ocasião, ocorreu a morte.
A defesa também informou que foram apresentados às autoridades documentos médicos que, segundo o advogado, indicam a existência de um possível transtorno mental do investigado.
A condição deverá ser avaliada pelas autoridades competentes e, se necessário, por meio de exames técnicos e periciais. A defesa ressaltou que não pretende antecipar conclusões sobre a condição do investigado ou sobre as circunstâncias da morte.
O advogado Michael Otsuka afirmou ainda que a família do investigado está profundamente consternada com o ocorrido e que decidiu apresentá-lo às autoridades.
A defesa destacou que serão assegurados ao investigado os direitos e garantias previstos na Constituição Federal, incluindo o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.


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