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Confederação Brasileira de Voleibol adota regra do COI e barra mulheres trans do vôlei feminino

Nova política exige teste genético para identificação do gene SRY e começa a valer na próxima temporada da Superliga e em outras competições nacionais.

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Foto: divulgação internet
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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) que adotará em suas competições nacionais de quadra e praia os critérios da Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Pela nova regra, as atletas que disputarem competições femininas deverão apresentar teste genético negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento das características sexuais masculinas. A medida será aplicada a partir da próxima temporada da Superliga e também em outras competições nacionais organizadas pela CBV.

A mudança pode afetar diretamente a continuidade da oposta Tifanny Abreu, atleta trans do Osasco. O clube informou que está avaliando a nova política antes de decidir se adotará alguma medida.

A política prevê exceções para casos específicos, como atletas que apresentem, mediante avaliação especializada, condições raras relacionadas ao desenvolvimento sexual que possam provocar efeitos anabólicos e alterações de desempenho associadas à testosterona.

Segundo a CBV, a entidade poderá oferecer ou facilitar, quando possível, acesso a orientação médica independente, apoio psicológico e medidas de proteção, principalmente quando os exames identificarem uma condição médica até então desconhecida. A nova regra, neste primeiro momento, não se aplica às competições organizadas pelas federações estaduais.

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