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Influenciadora digital sofre sequestro-relâmpago no Espigão da Ponta d’Areia, em São Luís

Daiana Resende foi abordada por criminosos, levada para uma área de mata e obrigada a realizar transferência via Pix; caso reacende alerta sobre a segurança na região.

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O que começou como uma noite comum no Espigão da Ponta d’Areia, em São Luís, terminou em uma luta pela sobrevivência para a influenciadora Daiana Resende. Na noite da última sexta-feira (21), ela e outra pessoa foram abordadas por um grupo de criminosos e levadas para uma área de mata, onde, segundo o relato da vítima, sofreram ameaças, agressões e foram obrigadas a fornecer senhas e realizar transferências bancárias.

Daiana contou que chegou ao Espigão por volta das 22h e permaneceu no local por aproximadamente 15 a 20 minutos. Na hora de deixar a região, foi surpreendida pelos suspeitos. Ao todo, segundo ela, quatro pessoas participaram da ação.

Um dos criminosos carregava um objeto que aparentava ser uma pistola e outro estava armado com uma faca. As vítimas foram conduzidas para uma área afastada, atrás das pedras e próxima à vegetação. A outra pessoa chegou a ter as mãos amarradas.

Segundo Daiana, os criminosos exigiram informações sobre o veículo e as senhas dos celulares. Ela também afirmou ter sido agredida e puxada pelos cabelos durante a ação.

A estratégia dos criminosos era obter dinheiro por meio das contas bancárias das vítimas. Uma transferência de R$ 839 foi concluída, mas uma segunda operação, de valor mais alto, acabou bloqueada pela instituição financeira.

Foi nesse momento, ainda conforme o relato da influenciadora, que a situação teria tomado um rumo ainda mais grave. Sem conseguir realizar a transferência pretendida, o grupo passou a planejar levar as vítimas para um cativeiro. A intenção seria mantê-las sob domínio dos criminosos até o dia seguinte, quando tentariam novamente retirar dinheiro das contas.

Reação das vítimas

Com medo de ser levada para outro local, Daiana decidiu reagir. Ela avançou contra um dos homens que segurava a suposta pistola e entrou em luta corporal com ele.

Durante a briga, conseguiu tomar o objeto e tentou dispará-lo. Foi quando percebeu que não se tratava de uma arma de fogo, mas de um simulacro.

A descoberta permitiu que as vítimas reagissem. A outra pessoa também entrou em confronto com um dos criminosos e, diante da resistência, o grupo fugiu.

Depois de escapar da área de mata, Daiana conseguiu chegar até uma avenida e passou a pedir socorro.

O episódio reacendeu a preocupação com a segurança em pontos turísticos e de lazer de São Luís, principalmente durante a noite. A própria vítima relatou ter ouvido de policiais que o Espigão e a Avenida Litorânea estão entre as regiões que atualmente exigem maior atenção.

Casos registrados em 2026

O caso de Daiana não é o único episódio com características de sequestro-relâmpago registrado ou divulgado em São Luís e na Grande Ilha neste ano.

Em março, três criminosos fizeram um motorista de aplicativo refém na Avenida Brasil, na Cidade Olímpica. Segundo o relato divulgado na época, os assaltantes levaram celulares, R$ 400 em dinheiro e fizeram uma transferência de R$ 80 via Pix. A vítima foi mantida sob domínio dos criminosos e utilizada durante o roubo de uma motocicleta. Dois suspeitos foram presos pela Polícia Militar e um deles foi baleado.

Também em março ocorreu outro caso investigado pela Polícia Civil que resultou na prisão de um homem de 31 anos em abril. A vítima, uma mulher, teria sido obrigada a entrar no veículo do suspeito sob ameaça de arma de fogo. Durante o trajeto por diferentes pontos da cidade, o homem acessou o celular dela, realizou transferências bancárias e ainda a obrigou a sacar dinheiro em um caixa eletrônico. O caso também envolve investigação por importunação sexual.

Em abril, outro episódio chamou atenção na Grande São Luís. Um empresário da região do Araçagy foi abordado por três criminosos, mantido dentro do próprio veículo e obrigado a realizar várias transferências via Pix. Os assaltantes também levaram objetos pessoais. O carro foi posteriormente localizado em Paço do Lumiar por meio de rastreamento.

Já em agosto, antes do caso envolvendo Daiana, três pessoas foram mantidas reféns por aproximadamente oito horas após serem abordadas na região do Espigão da Península da Ponta d’Areia. Segundo o registro divulgado pela imprensa, as vítimas foram levadas para uma área de mata e posteriormente libertadas no bairro São Francisco. Elas também teriam sido obrigadas a realizar transferências bancárias que ultrapassaram R$ 6 mil.

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