Dimas Cassimiro, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo do Maranhão nas eleições de 2026, apresenta um programa de governo denominado pela legenda de “Programa de Luta”. O documento afirma que a participação do partido no processo eleitoral tem como objetivo apresentar reivindicações da população trabalhadora e defender a organização dos trabalhadores. Professor de ensino superior e com formação superior completa, Cassimiro tem Charlieth Viana como candidata a vice-governadora.
Na área da saúde
O programa propõe o aumento dos recursos destinados ao atendimento público e a construção de hospitais e postos de saúde. Entre as medidas apresentadas estão a retomada do programa Mais Médicos, a validação imediata de diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país e a criação de cursos de medicina e enfermagem em universidades públicas, com livre acesso. O documento também estabelece a proposta de um piso salarial de R$ 8 mil para os profissionais da saúde.
Para a educação
o PCO defende o aumento dos investimentos no ensino público e que os recursos públicos sejam destinados exclusivamente à rede pública. O programa propõe o fim dos vestibulares e o livre ingresso nas universidades, além de um piso salarial nacional de pelo menos R$ 8,5 mil para professores. Também estão entre as propostas uma jornada máxima de 30 horas semanais para docentes, eleições para diretores de escolas e a participação de estudantes, professores e funcionários na gestão das universidades.
Na segurança pública
O programa apresenta uma mudança no modelo atualmente adotado. Entre as propostas está a dissolução da Polícia Militar e de todo o aparato repressivo, além da criação de comitês de autodefesa formados por trabalhadores, comunidades indígenas e trabalhadores do campo. O documento também defende liberdade de expressão e direito de autodefesa.
Nas áreas de economia, emprego e renda
o candidato propõe a reposição integral das perdas salariais e um aumento emergencial de 50% nos salários. O programa estabelece ainda a defesa de um salário mínimo de pelo menos R$ 7,5 mil, jornada máxima de 35 horas semanais, proibição de demissões e criação de um salário-desemprego equivalente ao último salário recebido. Também são propostas a implantação de passe livre para desempregados e trabalhadores da economia informal, redução imediata de 50% no preço dos combustíveis, estatização do sistema financeiro e redução das taxas de juros.
Para infraestrutura e serviços públicos
Oprograma defende o aumento dos recursos destinados à área, a realização periódica de concursos públicos, estabilidade para servidores e o fim das terceirizações. Na habitação, a proposta é criar um plano nacional para a construção de milhões de moradias populares. O documento também prevê investimentos em infraestrutura com recursos provenientes do petróleo, com destinação dessas riquezas para áreas como saúde, educação, moradia e obras públicas. No campo, estão previstas medidas como assentamento de trabalhadores sem-terra, demarcação de terras indígenas e reforma agrária.
O programa apresentado por Dimas Cassimiro não estabelece um cronograma específico para os primeiros 100 dias de uma eventual gestão, nem detalha, para cada proposta, metas específicas para o Maranhão, etapas de execução ou estimativas individualizadas de custos. Também não consta no material analisado um mecanismo específico para acompanhamento das metas pelo governo estadual. As propostas são apresentadas, em grande parte, como reivindicações de alcance nacional e como mudanças estruturais nas áreas econômica, social e política.
Veja aqui as propostas completas do candidato. AQUI


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