A reta final da jornada eleitoral deste domingo (25) ficou marcada por uma decisão de última hora do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin, sorteado como relator dos pedidos apresentados pelas candidaturas presidenciais, determinou a prorrogação do horário de votação até às 19h (horário de Brasília) nas localidades afetadas por dificuldades no transporte público e mau tempo.
Os Motivos dos Pedidos
A prorrogação fundamentou-se em solicitações vindas de ambos os lados da disputa presidencial:
1. Mobilidade urbana e frota reduzida
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral alegando que a redução da frota de autocarros e longos tempos de espera estavam a impedir o deslocamento regular dos eleitores até às urnas.
Em São Paulo, registaram-se relatos de longas filas e demora no transporte, sobretudo nos bairros da periferia.
Na Bahia, foram feitas denúncias formais de diminuição da frota circulante em municípios como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, com extensões solicitadas também para cidades em pelo menos outros nove estados.
2. Chuvas fortes e condições climatéricas
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou o prolongamento do horário até às 19h em regiões afetadas por temporais e maus tempos que dificultaram o acesso aos locais de votação.
Entre os municípios destacados no pedido estavam Belo Horizonte e Poços de Caldas (Minas Gerais), além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana (Rio Grande do Sul).
Monitorização Continuada
Com a extensão do prazo, as secções eleitorais nas regiões abrangidas permanecerão abertas até às 19h para garantir que todos os cidadãos em fila possam exercer o seu direito de voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) mantêm a fiscalização do processo em todo o país.














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