O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pretende pedir à Justiça a prisão preventiva de oito pessoas identificadas como possíveis lideranças dos “rolezinhos” de motocicletas realizados em São Luís. Os investigados são acompanhados pelo órgão há mais de três meses, a partir do monitoramento de grupos em aplicativos de mensagens.
Conforme as informações levantadas durante a investigação, esses grupos eram utilizados para definir detalhes dos encontros, incluindo horários, pontos de saída e os trajetos que seriam percorridos pelos participantes nas ruas da capital. As reuniões costumam acontecer durante a madrugada.
A fiscalização contra esse tipo de evento foi reforçada durante o mês de agosto. Desde o início das ações, 240 motocicletas e um carro foram apreendidos. No sábado (22), uma operação realizada na Avenida Senador Vitorino Freire e no Vinhais terminou com a retirada de circulação de 52 motos e um carro.
Uma das motocicletas apreendidas nessa operação possuía registro de roubo. O veículo foi encaminhado ao Plantão da Polícia Civil para as providências cabíveis.
As abordagens também têm como foco identificar irregularidades nos veículos utilizados nos “rolezinhos”. Entre as situações encontradas estão motocicletas sem placa e equipamentos de escapamento adulterados, que podem provocar excesso de ruído durante a circulação.
O MP-MA também afirma ter identificado a participação dos envolvidos em desafios divulgados nas redes sociais. Segundo o órgão, vídeos publicados mostram manobras perigosas e infrações de trânsito, com as imagens sendo utilizadas para buscar maior número de curtidas e visualizações.
As informações reunidas ao longo do monitoramento indicam que os participantes recebem os dados sobre os locais de saída e os itinerários pouco antes do início dos passeios. Para o promotor de Justiça Cláudio Guimarães, a atuação dos grupos provoca diferentes tipos de transtornos à população, incluindo poluição, ameaças, tumulto e perturbação do sossego.
O promotor confirmou que o Ministério Público fará o pedido de oito prisões preventivas contra as pessoas apontadas como lideranças dos grupos.


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