Um estudante-atleta da delegação de Urbano Santos denunciou ter sido vítima de uma suposta ofensa racista durante uma partida de basquete dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2026, realizada no Ginásio Paulo Leite, no Complexo do Canhoteiro, em São Luís. A denúncia foi divulgada nas redes sociais por uma familiar do estudante. Em um vídeo, o jovem aparece chorando e bastante abalado após a partida. Segundo o relato da família, ele teria sido chamado de forma racista durante a competição.
“Ele sofreu racismo hoje em uma partida de JEMs. Ele está aqui chorando. Porque racismo é crime”, afirmou a familiar no vídeo.
O caso foi comunicado à organização dos Jogos Escolares Maranhenses e encaminhado para apuração. Em nota, a Comissão de Direção do JEMs/ParaJEMs 2026 informou que recebeu a denúncia de uma suposta ofensa racista contra o estudante-atleta de Urbano Santos e que a ocorrência será analisada pela Comissão Disciplinar. A organização afirmou que repudia qualquer ato de racismo ou discriminação durante a competição e destacou que atitudes dessa natureza não serão toleradas. “Nos JEMs, não há espaço para racismo”, declarou a Comissão de Direção. Eventuais responsáveis poderão ser submetidos às medidas previstas no regulamento da competição e na legislação.
Segundo caso em jogos escolares no Maranhão
Este é o segundo episódio de denúncia de racismo relacionado a jogos escolares registrado no Maranhão em 2026. Em junho, um adolescente de 16 anos, estudante de uma escola municipal de Porto Franco, denunciou ter sido vítima de racismo durante a final do futsal da categoria infantojuvenil dos jogos escolares do município.
Segundo a mãe do adolescente, as ofensas teriam sido feitas por torcedores da equipe adversária. O estudante teria comunicado o caso ao árbitro, que repreendeu a torcida e deu continuidade à partida. Ainda de acordo com o relato, os xingamentos teriam sido repetidos minutos depois. Entre as frases atribuídas aos torcedores estava “lá vem o preto”.
Na ocasião, a Secretaria Municipal de Educação informou que já havia um clima de desentendimento entre as equipes e as torcidas antes do início da partida.
Os dois casos reforçam a necessidade de medidas de prevenção e combate ao racismo e à discriminação nos ambientes esportivo e escolar. No caso envolvendo o estudante de Urbano Santos, a apuração ainda está em andamento.


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