A denúncia de familiares e moradores levou equipes de segurança e assistência social até uma residência em Raposa, na Região Metropolitana de São Luís, onde Bernardina dos Santos Silva, de 95 anos, estava sozinha e em condições precárias. A idosa foi retirada do imóvel na terça-feira (22), depois que os agentes precisaram romper correntes e cadeados que impediam a entrada.
Bernardina apresentava sinais de debilidade e, conforme informações repassadas pela polícia, estava com fome e em situação de insalubridade. Ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada para cuidados de saúde. Segundo o delegado responsável pela ocorrência, o estado de saúde da idosa é considerado crítico.
A ação contou com a participação da Polícia Militar, Guarda Municipal, Ministério Público, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Secretaria Municipal de Saúde. O atendimento ocorreu após pessoas próximas à idosa relatarem às autoridades as condições em que ela estaria vivendo.
Durante a ocorrência, o neto de Bernardina, Samuel Silva dos Passos, chegou ao endereço e foi abordado pelos policiais. Ele foi conduzido à delegacia e preso. Em depoimento, segundo a polícia, Samuel afirmou que costumava deixar a residência trancada quando precisava sair por questões de segurança.
O que a polícia investiga
A principal suspeita investigada é a de que Bernardina tenha sido mantida privada da liberdade dentro da própria casa. Isso porque, segundo as informações reunidas até o momento, o imóvel permanecia fechado com correntes e cadeados quando o neto saía, enquanto outros familiares também teriam enfrentado dificuldades para ter acesso à idosa.
É esse conjunto de circunstâncias que levou à suspeita de cárcere privado. A idade de Bernardina, de 95 anos, é considerada um agravante na apuração. A Justiça manteve a prisão de Samuel durante a audiência de custódia realizada na quarta-feira (23), diante dos elementos apresentados até aquele momento.
A suspeita ainda será apurada pelas autoridades e não significa que o crime esteja definitivamente comprovado. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias em que a idosa vivia, a responsabilidade do neto pelos cuidados e as razões pelas quais ela permanecia trancada no imóvel.


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