A implosão da ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR-135, prevista para o dia 18 de outubro, foi adiada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O órgão informou que ainda precisa concluir autorizações e documentos legais junto aos municípios envolvidos antes de solicitar ao Exército Brasileiro a liberação para o uso de explosivos.
Segundo o DNIT, o município de Bacabeira já autorizou a realização do serviço. Falta agora a manifestação de São Luís, necessária para a emissão de uma declaração de ausência de impedimento à demolição. O documento faz parte das exigências para que o Exército autorize o uso de explosivos na operação. Sem essa autorização, a implosão não poderá ocorrer na data inicialmente prevista.
O DNIT informou que uma nova data será definida e divulgada posteriormente, após a conclusão das providências. A operação será realizada de forma controlada e gradual, segundo o órgão, para evitar impactos na estrutura da ponte que continua em funcionamento.
Por que a ponte será demolida?
A Ponte Marcelino Machado, conhecida como Ponte dos Mosquitos, é formada por duas estruturas paralelas sobre o Estreito dos Mosquitos. A ponte no sentido de entrada de São Luís, construída em 1960, tem 459 metros e é a estrutura que será demolida.
Inspeções identificaram problemas como deslocamento de blocos de concreto, corrosão da estrutura metálica, fissuras, oxidação das armaduras e perda de rigidez. De acordo com o DNIT, as condições encontradas levaram à decisão de substituir a estrutura.
A ponte no sentido de saída da capital, com 465 metros, continua em operação. O DNIT afirma que essa estrutura é monitorada 24 horas por dia e que, durante as obras, não haverá necessidade de sistema de Pare e Siga.
Obra da nova ponte
A reconstrução faz parte de um contrato de R$ 176,7 milhões, cuja ordem de serviço foi emitida em 1º de setembro. A previsão é que as obras sejam concluídas em 2027, mas ainda não há data definida para entrega.
O projeto e a construção da nova estrutura estão sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.
A travessia é estratégica para São Luís porque concentra parte do abastecimento da capital e o acesso rodoviário ao complexo portuário da cidade.


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