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São Luís lidera registros de AIDS no Maranhão em 2025 e 2026

Capital concentrou 426 dos 967 casos registrados no estado no ano passado e já soma 113 diagnósticos em 2026.

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foto: reprodução internet
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O Maranhão registrou 967 casos de AIDS em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). São Luís concentrou a maior parte dos diagnósticos, com 426 registros, seguida por Imperatriz, com 156 casos, e São José de Ribamar, com 40. Também foram contabilizados casos em Bacabal, Balsas, Timon, Codó, Caxias, Açailândia e Paço do Lumiar.

Em 2026, o estado já soma 355 casos de AIDS no período informado. São Luís novamente lidera os registros, com 113 casos, seguida por São José de Ribamar, com 51, e Imperatriz, com 34. Paço do Lumiar registrou 12 casos; Caxias, seis; Açailândia, quatro; Bacabal, três; e Balsas, dois. Codó e Timon não tiveram registros no período. Em relação às mortes, foram 336 em 2025 e 151 em 2026.

A Secretaria de Estado da Saúde mantém ações permanentes de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Entre os serviços estão a distribuição de preservativos, autotestes para HIV, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além da oferta de PEP, PrEP e terapia antirretroviral (TARV).

No cenário nacional, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para a produção brasileira do dolutegravir, um dos principais medicamentos utilizados no tratamento do HIV e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 770 mil pessoas que vivem com HIV utilizam o antirretroviral no país. O início do fornecimento da produção nacional depende agora da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A produção nacional deve ampliar a autonomia do país na fabricação do medicamento. Três lotes já foram produzidos e validados, e a parceria prevê ainda a fabricação do dolutegravir combinado com a lamivudina, outro antirretroviral utilizado no tratamento do HIV. A expectativa é que essa nova etapa tenha início em 2027. O dolutegravir é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tratamento preferencial para diferentes grupos de pessoas que vivem com HIV.

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