Faltam sete dias para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (25). Na disputa pela Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas distintas para a educação, com diferenças que vão da alfabetização ao ensino superior.
O plano de Lula prioriza a ampliação da rede pública, a valorização dos professores e a permanência dos estudantes nas escolas. Já Flávio defende a expansão das escolas cívico-militares, maior participação das famílias na formação dos alunos e aproximação entre o ensino e o mercado de trabalho.
Creches e alfabetização

Lula pretende dar continuidade à construção de creches e pré-escolas por meio do Novo PAC e alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030. Também propõe ampliar as vagas em tempo integral e fortalecer programas educacionais.
Flávio Bolsonaro defende o método fônico para a alfabetização e a ampliação de creches em período integral. Entre as propostas está o voucher-creche, destinado a famílias que não encontrarem vagas na rede pública e que poderão utilizar o benefício em instituições privadas credenciadas.
Escolas e professores
A expansão das escolas cívico-militares está entre as principais propostas de Flávio, que também defende uma educação alinhada aos valores familiares e contrária ao que classifica como doutrinação político-partidária. O candidato prevê ainda atividades esportivas e culturais nas escolas durante as férias.
Lula, por sua vez, pretende ampliar a educação em tempo integral, fortalecer a formação docente e manter iniciativas de valorização dos profissionais, como o Pé-de-Meia Licenciaturas e o Bolsa Mais Professores.
Ensino médio e profissionalizante

Lula propõe aprimorar o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro destinado a estudantes do ensino médio público, além de ampliar a rede de Institutos Federais e a oferta de cursos técnicos, especialmente em regiões com menor acesso à educação profissional.
Flávio defende parcerias entre escolas e empresas para oferecer formação técnica alinhada às necessidades do mercado de trabalho. O plano também prevê remuneração para estudantes com bom desempenho que ajudarem colegas com dificuldades de aprendizagem, por meio do Programa Acolher.
Universidades e tecnologia
Para o ensino superior, Lula prevê investimentos na infraestrutura das universidades federais, expansão de instituições e fortalecimento da pesquisa científica. O candidato também pretende ampliar a conectividade nas escolas e as oportunidades de acesso à pós-graduação.
Flávio propõe transferir a gestão do ensino superior do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também defende um novo modelo de financiamento estudantil, com pagamento das parcelas após a entrada do estudante no mercado de trabalho e valores proporcionais à renda.
Na área tecnológica, o candidato do PL propõe ampliar o acesso a computadores, tablets, internet e robótica nas escolas, além de preparar os estudantes para o uso da inteligência artificial.
Com a aproximação do segundo turno, as propostas para a educação integram o conjunto de temas que os eleitores podem considerar antes da votação de 25 de outubro. Os planos apresentam diferentes prioridades para o financiamento do ensino, a organização das escolas e a preparação dos estudantes para o futuro.


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