A inflação desacelerou em São Luís no mês de julho, mas a capital maranhense continua entre as cidades onde os preços mais subiram em 2026. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (11), o IPCA ficou em 0,13%, contra 0,43% em junho. Mesmo com a redução, São Luís registrou a maior inflação acumulada no ano entre as 16 regiões pesquisadas pelo instituto: 4,51%.
O resultado acumulado também colocou a capital maranhense acima do teto de 4,50% da meta de inflação. Entre janeiro e julho, o índice de São Luís ficou bem acima da média nacional, que foi de 3,44%. Nos últimos 12 meses, a inflação da capital chegou a 4,87%, enquanto a média do país ficou em 4,44%.
Saúde e transporte pressionam preços
Dois grupos tiveram peso importante na alta registrada em julho. Saúde e cuidados pessoais subiu 1,20%, enquanto Transportes teve alta de 0,48%. Entre os produtos e serviços que mais pressionaram o índice estão perfume, gasolina, frango inteiro, conserto de automóveis e passagem aérea. A passagem aérea foi o destaque, com aumento de 17,83% no mês.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais baratos e ajudaram a frear a inflação. Alimentação e Bebidas teve queda de 0,59%, com recuo nos preços de itens como tomate, café moído e batata inglesa. O grupo Habitação também registrou redução de 0,15%, influenciado principalmente pela queda no preço da energia elétrica e do gás de botijão.
Apesar da desaceleração em julho, São Luís ainda apresenta um cenário de preços acima da média brasileira. A capital teve a quinta maior inflação mensal entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE e permanece na liderança do acumulado de 2026, mostrando que o custo de vida continua sendo um desafio para os consumidores maranhenses.


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