O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A restrição tem prazo de 90 dias, contado a partir de 13 de julho. A decisão tem como base uma determinação anterior que suspendeu, por 30 dias, as visitas ao ex-presidente, com exceção de atendimentos médicos, fisioterapêuticos e de advogados. No caso de Flávio Bolsonaro, porém, a suspensão foi estabelecida por um período maior.
A medida foi tomada depois que Flávio Bolsonaro leu, durante uma transmissão ao vivo realizada em 11 de julho, uma carta escrita pelo pai. No texto, Jair Bolsonaro indicava o filho como seu “porta-voz” e fazia um apelo pela união do grupo político para as eleições de 2026.
Segundo Moraes, a atitude teria representado descumprimento das restrições impostas a Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, que inclui a proibição do uso de redes sociais.
Na decisão que suspendeu as visitas, o ministro afirmou que Flávio teria utilizado o encontro com o pai para divulgar um pronunciamento que estava submetido às restrições judiciais. Moraes também apontou que o senador seria reincidente no descumprimento de medidas determinadas pela Justiça.
Defesa pede encontro excepcional
Diante da suspensão, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou nesta semana um pedido para que Moraes autorize um encontro excepcional entre o ex-presidente e os filhos.
O pedido foi apresentado como de caráter “estritamente humanitário e familiar”, com o argumento de que a autorização ajudaria a preservar os vínculos familiares e a convivência entre pai e filhos. A solicitação ainda depende de análise do ministro Alexandre de Moraes.


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