Brasileiros que viajam para os Estados Unidos já podem utilizar o Pix para pagar compras em estabelecimentos comerciais. A modalidade também vem sendo disponibilizada em outros países por meio de empresas privadas que conectam o sistema brasileiro a redes internacionais de pagamentos.
Apesar da expansão, a novidade não significa que os Estados Unidos tenham decidido implementar oficialmente o Pix. O sistema continua sendo criado e operado pelo Banco Central do Brasil. No exterior, os pagamentos são realizados por empresas especializadas em câmbio e meios de pagamento, dentro das chamadas operações de eFX.
Além dos Estados Unidos, o Pix já pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados em países como Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Portugal, Espanha e França. A proposta é oferecer ao brasileiro que está no exterior uma forma de pagamento semelhante à utilizada no país.
Como funciona
O pagamento é feito de maneira parecida com uma transação convencional por Pix. O estabelecimento apresenta um QR Code, que é escaneado pelo cliente no aplicativo de sua instituição financeira. O sistema apresenta o valor da compra convertido para reais, incluindo informações sobre a cotação e eventuais tarifas. Depois de conferir os dados, o consumidor autoriza a operação por senha ou biometria.
A empresa responsável pela operação faz a conversão da moeda e repassa o pagamento ao comerciante na moeda local. A modalidade pode ser uma alternativa ao uso de cartões internacionais ou dinheiro em espécie. Dependendo da empresa utilizada, o consumidor também pode encontrar condições de câmbio diferentes das oferecidas pelos cartões.
Pix também entrou em discussão entre Brasil e EUA
A expansão do Pix para pagamentos internacionais ocorre em um momento em que o sistema brasileiro passou a fazer parte de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Em julho, o governo de Donald Trump citou o Pix entre os argumentos apresentados para justificar medidas comerciais contra produtos brasileiros. O governo norte-americano questionou aspectos relacionados à atuação do Banco Central e aos impactos do sistema sobre empresas privadas do setor de pagamentos.
No Brasil, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento, justamente por permitir transferências e pagamentos instantâneos sem a necessidade de intermediários tradicionais.Agora, a tecnologia brasileira começa a ganhar uma utilização além das fronteiras nacionais — mas ainda por meio de empresas privadas e não como um sistema oficial de pagamentos adotado pelos Estados Unidos.


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