Os bancários iniciam nesta quinta-feira (20) uma paralisação de 24 horas em diferentes regiões do Brasil. O movimento foi aprovado pela categoria após a rejeição de uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da campanha salarial deste ano. Em São Paulo, cerca de 90% dos trabalhadores que participaram da votação foram favoráveis à paralisação. Sindicatos de outros estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, também rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban e aprovaram a mobilização.
Segundo o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a principal insatisfação está relacionada à ausência de uma proposta de reajuste para os salários e demais verbas. A entidade afirma que os bancos haviam assumido anteriormente o compromisso de apresentar um índice de correção.
Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão:
- aumento real dos salários;
- valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- reajuste e melhoria dos tíquetes;
- manutenção dos empregos;
- redução do fechamento de agências;
- combate às metas consideradas abusivas;
- medidas para reduzir o adoecimento dos trabalhadores;
- melhoria das condições de trabalho e de saúde;
- igualdade de oportunidades.
Os sindicatos afirmam que a categoria não pretende aceitar uma proposta sem avanços considerados concretos nas negociações.
A mobilização foi anunciada na segunda-feira (17), após assembleias realizadas pelos trabalhadores. As negociações continuaram ao longo da terça (18) e quarta-feira (19), mas não houve acordo que evitasse a paralisação. A previsão é de que as atividades sejam interrompidas durante 24 horas nesta quinta-feira. A extensão dos impactos pode variar de acordo com a adesão dos trabalhadores em cada região. No Rio de Janeiro, por exemplo, 1.709 trabalhadores votaram a favor da paralisação, enquanto 32 foram contrários e 67 se abstiveram.
Apesar da paralisação, as negociações entre os representantes dos trabalhadores e a Fenaban devem continuar. De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, uma nova rodada de discussões está prevista para a próxima segunda-feira (24). A Fenaban informou que as negociações seguem o cronograma estabelecido e afirmou esperar chegar a um acordo considerado satisfatório para as duas partes. A entidade patronal representa os bancos nas negociações com os trabalhadores e recebeu, em junho, a pauta de reivindicações apresentada pela categoria.
Como ficam os clientes?
Durante a paralisação, o funcionamento das agências bancárias pode ser afetado nas localidades onde houver adesão ao movimento. No entanto, os clientes continuam podendo utilizar canais digitais e eletrônicos disponibilizados pelos bancos, como aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros serviços de atendimento remoto.
Serviços que dependem exclusivamente do atendimento presencial podem sofrer alterações durante o período de paralisação. Por isso, a orientação é verificar previamente o funcionamento da agência antes de se deslocar até o local. A paralisação é de 24 horas, e os próximos passos da mobilização dependerão do resultado das negociações entre os sindicatos e a Fenaban.


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