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Maranhão registra 90 tentativas de feminicídio e mais de 9 mil medidas protetivas em 2026

Dados mostram que 9.293 medidas protetivas foram concedidas no primeiro semestre; programa federal também prevê monitoramento eletrônico de agressores.

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Crédito: Marcelo Camargo Agência Brasil
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O Maranhão registrou 90 tentativas de feminicídio no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Casa da Mulher Brasileira. No mesmo período, foram concedidas 9.293 medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica no estado. Os dados são do Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mostram que, em apenas seis meses, o número de medidas já corresponde a cerca de metade do total registrado durante todo o ano de 2025.

Em 2025, a Justiça maranhense concedeu 18.455 medidas protetivas de urgência. A série histórica do CNJ mostra uma tendência de crescimento nos últimos anos. Em 2020, foram 12.112 concessões; em 2021, 14.401; em 2022, 15.318; em 2023, 18.231; e, em 2024, 18.460, maior número da série até então. Em 2025, foram 18.455 decisões, praticamente o mesmo volume do ano anterior.

Medidas protetivas concedidas no Maranhão:

Ano Medidas concedidas
2020 12.112
2021 14.401
2022 15.318
2023 18.231
2024 18.460
2025 18.455
2026 — 1º semestre 9.293

As medidas protetivas de urgência estão previstas na Lei Maria da Penha e têm como objetivo interromper situações de violência e reduzir o risco para as vítimas. Entre as determinações que podem ser impostas estão a proibição de aproximação e contato com a mulher, o afastamento do agressor do lar e outras restrições definidas pela Justiça. Diante das 90 tentativas de feminicídio registradas no primeiro semestre, os números reforçam a importância da utilização desses mecanismos de proteção antes que a violência evolua para casos fatais.

Além das medidas judiciais, o Governo Federal regulamentou, em 30 de julho de 2026, o programa Alerta Mulher Segura, que prevê o monitoramento eletrônico de agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que permite a utilização da monitoração eletrônica dos autores de violência.

O programa prevê duas frentes de proteção: o agressor será monitorado eletronicamente e a vítima poderá receber um dispositivo portátil de rastreamento. O sistema deverá emitir alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e permitir o acionamento das forças de segurança em situações de risco. A medida amplia as ferramentas disponíveis para prevenir novos episódios de violência e proteger mulheres que já estão sob ameaça.

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