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Urna eletrônica ganha recursos de acessibilidade para simplificar o voto em 2026

Módulos visuais renovados, fonte especial para baixa visão e intérprete de Libras expandida estreiam nas Eleições Gerais de 2026.

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Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
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Votar é um dos atos mais emblemáticos da vida democrática, mas para quem tem baixa visão, deficiência auditiva ou pouca familiaridade com telas digitais, o momento diante da urna eletrônica nem sempre foi tão fluido. Pensando em eliminar gargalos e acolher a diversidade do eleitorado brasileiro, a Justiça Eleitoral preparou uma série de adaptações para as Eleições Gerais de 2026.
A proposta é aplicar o design a serviço da cidadania: pequenos ajustes de layout e acessibilidade foram projetados para que o fluxo de votação se torne mais intuitivo, rápido e confortável para todos.

1. Letras feitas para quem precisa enxergar melhor

Quem tem deficiência visual ou baixa visão conhece o incômodo de precisar se aproximar excessivamente do monitor — ou até usar lupas — para confirmar os dados na tela. Para resolver isso, a urna eletrônica estreia uma nova família tipográfica: a Atkinson Hyperlegible.
Desenvolvida pelo Braille Institute, essa fonte foi desenhada sob medida para garantir a máxima legibilidade. Cada caractere conta com traços bem definidos, maior espaçamento interno e forte contraste entre as letras, evitando que números ou símbolos semelhantes se confundam durante a leitura.

2. Barra de progresso orienta o passo a passo

Em anos de eleições gerais, a quantidade de cargos em disputa pode gerar dúvidas sobre qual etapa do processo está em andamento. Para evitar hesitações, o topo da tela passa a exibir uma barra de progresso fixa.
O recurso funciona como um guia visual em tempo real: conforme os números são digitados e confirmados, a barra indica com clareza quais cargos já receberam voto e quantos ainda faltam para concluir a votação.

3. Tradução em Libras mais detalhada

A linguagem de sinais, que já estava presente na urna para indicar o cargo em disputa, ganhou um reforço importante para a comunidade surda. A partir destas eleições, a intérprete de Libras exibida na tela passará a sinalizar também situações específicas, como:
Voto em branco
Voto nulo
Voto de legenda
Com a mudança, o eleitor com deficiência auditiva ganha autonomia total para conferir o tipo de voto que está registrando.

Inovação com DNA universitário

Parte das melhorias implementadas na interface da urna nasceu em salas de aula. Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) elaboraram propostas inovadoras em um concurso focado em experiência do usuário e acessibilidade. As ideias serviram de base para os estudos técnicos conduzidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado é um equipamento que preserva a segurança do processo, mas se torna substancialmente mais amigável — garantindo que a tecnologia sirva a toda a população com a mesma facilidade.

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