A Polícia Civil investiga uma denúncia de agressão contra a influenciadora digital Lea Reis, registrada na madrugada do último domingo (9), em um bar de Balsas, no sul do Maranhão. A vítima afirma que foi surpreendida e atingida com dois socos no rosto e classifica o episódio como um caso de transfobia. A motivação da agressão, no entanto, ainda é investigada pelas autoridades.
Natural do Ceará, Lea estava em Balsas para participar do casamento de uma amiga. Após a cerimônia, ela saiu com outras pessoas para conhecer a cidade e foi a um bar, onde ocorreu a agressão. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a influenciadora aparece abalada e relata que não conhecia a mulher apontada como autora. Segundo Lea, após os golpes, ela ficou com a boca ensanguentada e recebeu ajuda de pessoas que estavam no estabelecimento.
A mulher identificada como autora da agressão, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou uma versão diferente. Em nota, ela afirmou que estava acompanhada do marido quando os dois teriam sido vítimas de importunação sexual e que a agressão teria ocorrido como uma reação ao episódio. Ela também negou qualquer atitude preconceituosa e afirmou que pretende apresentar provas durante o processo de investigação.
Segundo a delegada Ana Marisa Barbat, porém, as imagens das câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil não mostram uma interação anterior que sustente a alegação de importunação sexual. De acordo com a investigação, as imagens registram a agressão, mas, até o momento, não permitem afirmar que o crime teve motivação transfóbica. Écilla ainda deverá ser ouvida pela polícia para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A assessoria jurídica de Lea Reis afirma que a agressão teve motivação relacionada à identidade de gênero da influenciadora e informou que ela registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá analisar imagens, depoimentos e demais elementos para determinar a dinâmica do episódio e eventual motivação discriminatória.
O estabelecimento onde ocorreu a agressão divulgou nota lamentando o episódio e informou que está colaborando com as autoridades, fornecendo as informações necessárias para a investigação. A polícia também deve apurar eventuais responsabilidades relacionadas às acusações apresentadas pelas duas partes.


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