Pessoas que já são doadoras regulares de sangue e têm mais de 70 anos poderão continuar realizando doações a partir de outubro. A mudança faz parte da atualização das regras para a hemoterapia no Brasil e vale para qualquer pessoa, sem distinção de sexo ou outras características. Pela nova regulamentação, deixa de existir uma idade máxima para o doador habitual, desde que ele esteja em condições adequadas de saúde.
Antes da mudança, a regra estabelecia 60 anos como idade máxima para a primeira doação. Pessoas entre 60 e 69 anos poderiam continuar doando caso já fossem doadoras regulares. Com a nova regulamentação, quem já doa sangue regularmente poderá continuar após os 70 anos. A decisão busca ampliar e manter o número de doadores, especialmente entre pessoas que já possuem histórico de doação e estão aptas a continuar contribuindo.
A continuidade das doações, no entanto, não será automática apenas por causa da idade. O doador deverá passar pela avaliação de saúde realizada antes da coleta e cumprir os critérios estabelecidos pelos serviços de hemoterapia. A medida considera que o envelhecimento, por si só, não deve ser o único fator para impedir a doação quando a pessoa permanece saudável e atende às condições exigidas.
A nova regulamentação também altera os prazos para doação após alguns procedimentos. Em casos de tatuagem, maquiagem definitiva, botox e preenchimentos, por exemplo, o intervalo poderá ser reduzido para sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento regularizado e dentro das condições previstas pelas normas sanitárias.
Outra mudança é a inclusão obrigatória do teste para malária na triagem do sangue. O exame passa a integrar o NAT Plus, sistema utilizado para identificar agentes infecciosos, que já realiza testes para HIV e hepatites B e C. A medida tem como objetivo ampliar a segurança das transfusões realizadas no país.
Para doar sangue, é necessário estar saudável, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto. Adolescentes a partir dos 16 anos também podem doar, desde que tenham autorização do responsável. As novas regras foram publicadas pelo Ministério da Saúde em julho e entram em vigor 90 dias após a publicação, com aplicação das mudanças a partir de outubro.


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