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Estiagem no Maranhão exige reforço na hidratação e mudanças na alimentação

Período de seca reduz as chuvas, aumenta as temperaturas e deixa o ar mais seco, favorecendo problemas como desidratação e doenças respiratórias.

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Foto: internet
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O Maranhão atravessa o período de estiagem, fase do ano caracterizada pela redução das chuvas e pelo predomínio de dias ensolarados e temperaturas elevadas. Entre os meses de julho e novembro, a atuação de sistemas atmosféricos que inibem a formação de nuvens faz com que o estado registre longos intervalos sem precipitações, principalmente nas regiões centro e sul. Além do calor intenso, a umidade relativa do ar tende a diminuir, aumentando o risco de desidratação, problemas respiratórios e desconforto térmico.

Na faixa litorânea, incluindo a Grande São Luís, a influência do oceano ajuda a manter a umidade do ar relativamente mais elevada do que no interior do estado. Ainda assim, as chuvas tornam-se menos frequentes e costumam ocorrer apenas de forma isolada e passageira. Já em municípios do sertão maranhense, da região tocantina e do sul do estado, o tempo seco se intensifica, favorecendo queimadas, aumento da poeira e redução dos níveis de rios e reservatórios.

Durante a estiagem, especialistas recomendam atenção redobrada à hidratação. A perda de líquidos pelo suor aumenta por causa das temperaturas elevadas e, muitas vezes, a sensação de sede não acompanha essa necessidade. Por isso, a orientação é consumir água ao longo de todo o dia, mesmo sem sentir sede. Além da água, água de coco e sucos naturais sem excesso de açúcar podem contribuir para a reposição de líquidos.

A alimentação também desempenha papel importante nesse período. Nutricionistas orientam priorizar alimentos leves e ricos em água, como melancia, melão, abacaxi, laranja, mamão, pepino, tomate e folhas verdes. Refeições muito gordurosas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas podem favorecer a desidratação e aumentar a sensação de cansaço. Outro cuidado é manter os alimentos refrigerados e observar as condições de conservação, já que o calor acelera a deterioração de produtos perecíveis.

Os efeitos da estiagem vão além do desconforto causado pelo calor. A baixa umidade favorece o ressecamento da pele, dos olhos e das vias respiratórias, podendo agravar quadros de rinite, sinusite, asma e outras doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção durante esse período.

Segundo meteorologistas, a estiagem é um fenômeno climático esperado no Maranhão e marca a transição para a estação seca. A redução das chuvas ocorre devido ao deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas precipitações no Norte e Nordeste do Brasil durante o primeiro semestre. Com o afastamento desse sistema, massas de ar mais secas passam a predominar sobre o estado, mantendo o céu com pouca nebulosidade, temperaturas elevadas durante o dia e maior amplitude térmica, com noites e madrugadas um pouco mais amenas.

O que muda no tempo durante a estiagem?

  • Predomínio de dias ensolarados e poucas nuvens.
  • Redução significativa das chuvas em grande parte do Maranhão.
  • Temperaturas máximas frequentemente acima dos 35°C em algumas regiões.
  • Umidade relativa do ar mais baixa, principalmente no interior.
  • Maior risco de queimadas e incêndios em áreas de vegetação.
  • Aumento da concentração de poeira e fumaça na atmosfera.

Como se proteger durante o período seco

  • Beba água regularmente, mesmo sem sentir sede.
  • Consuma frutas, verduras e legumes ricos em água.
  • Evite exposição ao sol entre 10h e 16h.
  • Use protetor solar, chapéu e roupas leves.
  • Mantenha os ambientes ventilados e, se possível, utilize umidificadores ou recipientes com água para amenizar o ressecamento do ar.
  • Evite queimadas e denuncie focos de incêndio aos órgãos competentes.

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